EDITORIAL - TEMA DE CAPA - IMPRENSA - ARQUIVOS - CONTACTOS

 

Rubricas

Editorial

Tema de Capa

Pergunta do Mês

Revista de imprensa

Sociedade

Artes

Novas Publicações

Opinião

Retalhos

Poesia

Geração Bit

Imagem

Viana ontem e hoje

Saúde dentária

Agenda Cultural

Humor

Cartoons

Tarot

Concursos

Música - Top Galáxia

Cineclube

Informações Úteis

 

 

Pensados e apanhados

 

 

Tudo se pega

Menos o que é bonito

 

A.G.

 

LIVRO DE VERSOS (III)

 

- Primeiro - O Forçado*

 

Um destino na vida,

Um caminho perdido.

O ranger das correntes,

As pragas de um mau partido.

 

Morreram as alegrias,

Sobreviveu o crime;

Num buraco de trevas

O Forçado se exprime.

 

Sentem-se os calos na mão,

Os dedos a sangrar

- Um chicote a morder,

o instinto de matar.

 

O riso desdenhoso,

É um homem de momentos,

Dotado de músculos,

Privado de sentimentos.

 

O acre eterno na boca

Dum pão negro chorado.

A fadiga invade o corpo

Ronda a morte a seu lado.

 

Os dedos perdem a força,

O chicote vibra no ar

Fende a carne inerte:

Mais um corpo é atirado ao mar.

 

*Inédito

 

Aos vinte e dois dias de Novembro de 1984

António Garrique

 

 

- Primeiro - O Mal

 

Corromperam um pensamento

Os sons daquele piano.

Soaram as suas culpas,

São trinados de engano.

 

Destruído pelas chamas,

Terminou o seu clamor.

Mas as cinzas que restaram,

Subiram em seu ardor.

 

O caos se refez

Celebrou a sua vitória.

Os cantos ergueram-se alto

Em favor à sua memória.

 

Barreiras se instauraram,

Um muro construíram.

Contra sóbrias paisagens

Todas as notas se uniram.

 

Arrombaram novos fados,

Uma Bíblia, um Alcorão,

Mais vidas foram ilibadas

Sob o peso da sua mão.

 

De novo chamas vieram

Hinos de amor e amizade

Para aqueles oprimidos

Chegou a doce fraternidade.

 

*Inédito

 

Aos vinte e dois dias de Novembro de 1984

António Garrique

  

 

Levou-me quinze anos a tornar-me fantástico da noite para o dia.

 

 

                                 José Mourinho


 

 

 

Aguarelas Minhotas XI e XII

Aguarelas Minhotas XII e XIV

Aguarelas Minhotas XV e XVI

Aguarelas Minhotas XVII e XVIII

Aguarelas Minhotas XIX e XX

Aguarelas Minhotas XXI e XXII

Aguarelas Minhotas XXIII e XXIV

Aguarelas Minhotas XXV e XXVI

 

Poesia Setembro 07

 

 

 

EDITORIAL - TEMA DE CAPA - IMPRENSA - ARQUIVOS - CONTACTOS

Topo