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Pensados e apanhados
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Tudo se pega
Menos o que é bonito
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A.G.
LIVRO DE VERSOS
(III)
Um destino na
vida,
Um caminho
perdido.
O ranger das
correntes,
As pragas de
um mau partido.
Morreram as
alegrias,
Sobreviveu o
crime;
Num buraco de
trevas
O Forçado se
exprime.
Sentem-se os
calos na mão,
Os dedos a
sangrar
- Um chicote
a morder,
o instinto de
matar.
O riso
desdenhoso,
É um homem de
momentos,
Dotado de
músculos,
Privado de
sentimentos.
O acre eterno
na boca
Dum pão negro
chorado.
A fadiga
invade o corpo
Ronda a morte
a seu lado.
Os dedos
perdem a força,
O chicote
vibra no ar
Fende a carne
inerte:
Mais um corpo
é atirado ao mar.
*Inédito
Aos vinte e dois dias de Novembro de 1984
António Garrique
Corromperam
um pensamento
Os sons
daquele piano.
Soaram as
suas culpas,
São trinados
de engano.
Destruído
pelas chamas,
Terminou o
seu clamor.
Mas as cinzas
que restaram,
Subiram em
seu ardor.
O caos se
refez
Celebrou a
sua vitória.
Os cantos
ergueram-se alto
Em favor à
sua memória.
Barreiras se
instauraram,
Um muro
construíram.
Contra
sóbrias paisagens
Todas as
notas se uniram.
Arrombaram
novos fados,
Uma Bíblia,
um Alcorão,
Mais vidas
foram ilibadas
Sob o peso da
sua mão.
De novo
chamas vieram
Hinos de amor
e amizade
Para aqueles
oprimidos
Chegou a doce
fraternidade.
*Inédito
Aos vinte e dois dias de Novembro de 1984
António Garrique
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Levou-me quinze anos a tornar-me fantástico da noite
para o dia.
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José
Mourinho
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Aguarelas Minhotas
XXV e XXVI
Poesia Setembro 07
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