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Manso Preto no lançamento do livro

“SIGILO PROFISSINAL

EM RISCO

- análise dos casos de Manso Preto e de outros jornalistas no banco dos réus”


Em mais uma tertúlia organizada pelo Centro Cultural do Alto Minho, em Janeiro, Helena de Sousa Freitas, jornalista da Lusa, procedeu ao lançamento do seu livro em epígrafe, coadjuvada na mesa pelo jornalista vianense “freelancer” Manso Preto, por Oliveira e Silva, Governador Civil, Fernando Canedo, do CCAM e por Isabel Garcia, representante da Editora Minerva Coimbra, que publicou a tese da autora.
 


Foi perante uma plateia atenta e interessada que esta última que abriu a apresentação do livro, considerando que a obra veio enriquecer a colecção de trabalhos sobre jornalismo que integra, explicando que a Editora em questão tem como propósito a divulgação dos trabalhos de mestrado e doutoramento de discentes da Universidade de Coimbra.
Oliveira e Silva, em discurso estudado e longo, relevou a subjectividade do direito de informar e o peso da Justiça perante esse direito, relacionando-o com os novos desafios mundiais, sempre colocando um grande ênfase no exercício de ambas as actividades, afirmando que “não pode haver guerra competitiva de poderes”.
Seguiu-se Helena de Sousa Freitas que abordou a realização da sua obra, referindo-se a todo um conjunto de variados casos em que jornalistas são levados à barra do Tribunal. Relatou como chegou ao caso de Manso Preto, caso que a inspirou para a elaboração do seu trabalho. “Os jornalistas são pressionados pelo poder judicial”, afirmou relevando a sua simpatia pessoal pelo jornalista, numa intervenção muito aplaudida pela assistência.
Manso Preto recordou as circunstâncias que envolveram o seu caso e as dificuldades que passou no seu decorrer, numa dissertação que se revestiu de uma emoção crescente, prendendo a atenção dos presentes. Uma novela dos tempos actuais onde conseguiu situar a importância do trabalho dos jornalistas no contexto mundial, espalhando luzes sobre a condição dos jornalistas e o futuro destes e do jornalismo em geral. Evocou outras histórias mais e menos conhecidas, pintalgando-as com as suas experiências pessoais trazendo uma grande dose de intimismo à tertúlia que se prolongou por duas horas.



AS FRASES…

“Agora penso e repenso o que vou escrever”

“Não me sinto a viver livre”

“Tenho medo de vir a passar o que passei ao longo de três anos”

“Se tenho falado, acabava a minha carreira”

“Tiraram-me o telemóvel”

“Antes do julgamento eu já estava condenado”

“Fui aconselhado pelos advogados a não escrever durante a Pena Suspensa. Foram três anos…”

“Isto deixou-me marcas profundas”

“Não me considero um jornalista livre”

“A Liberdade de Imprensa só existe em teoria”

“Fui condenado por não falar”

“O Despacho que me ilibou foi contundente com o próprio funcionamento da Justiça”

“Uma juíza do CEJ pediu para falar comigo. Perguntei-lhe quem é que lhe tinha dado o meu número de telemóvel. Não me quis responder…”



Da esq.ª para a dir.ª: Manso Preto, Helena de Sousa Freitas, Oliveira e Silva, Fernando Canedo e Isabel Garcia

 


Oliveira e Silva fala da obra em apresentação, sob o olhar atento da autora

 


Helena de Sousa Freitas numa alocução que captou o interesse do público

 


O jornalista Manso Preto contou histórias e estórias que deram origem a muitas intervenções e questões por parte do público

 


Uma perspectiva do público presente
 

 

 

 

 

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