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Os nossos serões

(Por ordem alfabética, dentro e fora de casa)

 

 

Porque o nosso caminho não é o dos outros a maior parte das vezes, outras vezes sim porque obrigados ou comprometidos, um pequeno vislumbre das coisas que estão e acontecem às mesmas horas em que passa a novela, isto é, podem ser vistas a quase todas as horas…

 

 

Lampreia

Só uma breve nota pois pouco percebemos do assunto e se quiséssemos dizer algo sobre esta “nobre arte” iríamos precisar de muito espaço. Mas não é caso, só para dizer que é possível passar um par de horas num ambiente por vezes surreal, a meio da ponte Eiffel, em noite sem lua, na quietude do silencio que se sente altas horas da madrugada, debruçado sobre o rio, ouvindo os sons da faina, lá em baixo nas bateiras dos pescadores deste ciclóstomo, observando as luzes das suas embarcações…

Tudo muito bonito e poético, mas aqui há uns anos e volta-e-meia, até há houve cabeças partidas com os ferros dos ancorotes. Em tempo de míngua…

 

 

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Depois do assassinato do programa “Acontece”, do jornalista Carlos Pinto Coelho nas noites da RTP2 (ainda se recorda bem o ministro da presidência de Durão Barroso a desdobrar-se em conferências de imprensa sobre a alteração de grelhas da RTP… sem conseguir pronunciar o erres, desculpe-se-nos o mau gosto…) a vertigem dos canais públicos de televisão na busca de audiências atirou para os fundos da memória (que esperemos não lembre a ninguém) os programas que, sim senhor, são efectivamente “serviço público”.

Na verdade, esses programas estão aí, mas está tudo nos canais por cabo. cultura, pensamento, só está, agora, acessível a quem puder pagar o serviço por cabo mas é lá que vamos encontrar esta carinha laroca: chama-se Teresa Sampaio, produz e apresenta o programa com o título em epígrafe, todos os dias, de segunda a sexta-feira na RTPN e o seu programa trata “do maravilhoso mundo dos livros”.

Uma opção diferente, a experimentar, diariamente às 12h50m com repetição pouco antes das 20h00m no mesmo canal.

Para quem pode, pois está claro, os outros vêem “O Preço Certo”.

 

Lixo

São estes pequenos quadros que nos fazem acreditar sempre e saber que tudo é possível fazer-se.

Desde há uns tempos para cá, começaram a surgir uns estranhos “boiões” em parques, pequenas áreas ajardinadas, das cidades e vilas de Portugal. A curiosidade leva à aproximação e aquilo que nos parecia um quadro bem composto com um fito, mais não era senão… um recipiente para colocação de lixos domésticos, em imagem cuidada e (quase diríamos) quase perfeita, com um notável enquadramento entre o cenário de fundo (arbustos podados e árvores vetustas) e o interprete principal (o recipiente do lixo). E tem-se mantido limpo por fora o que prova que é possível falar às pessoas em geral, embora muitos não concordem e achem que “só à porrada”.

Contudo, aqui fica esta estranha nota.

 

Manso Preto

E já que de Viana falamos mas nem todos os serões são por cá passados, um registo fotográfico (que não pôde ser de melhor qualidade) aquando de intervenção do jornalista vianense José Luís Manso Preto na Escola de Jornalismo do Porto, acompanhado na mesa pelas docentes da disciplina, numa noite de sexta-feira, de Fevereiro, em que nos surgiu em aula de Seminário de “Comunicação e Processos de Agendamento” para nos falar da relação do jornalista com as suas fontes.

Já se conhecíamos a história, mas foi sempre bom recordar as aventuras do jornalista num discurso trabalhado e cada vez mais refinado que conseguiu atingir e interessar todos os presentes, suscitando muitas questões. É Viana no resto o país, que a vê cada vez melhor, cada vez mais bela (isto, às vezes, dá-nos para isto).

 

Monumento à Liberdade

Este é uma das tais coisas a que uma pessoa olha com um certo constrangimento se, por um lado, tiver um lado sensível àquilo que é artístico e, por outro, ter algum conhecimento dos “processos” de selecção de coisas e das pessoas, prioridades, opções estéticas, também.

No caso do monumento à Liberdade em Viana, na praça com o mesmo nome, ao fundo da avenida dos combatentes da Grande Guerra, a corrente que preenchia o espaço vazio da escultura de José Rodrigues à muito foi cortado e, ao invés de atravessar na vertical o monumento como inicialmente desenhado, repousa, agora, enrolada, arrojada a seus pés.

O corte sobreveio do facto dos ventos que percorrem Viana, a dadas alturas sopraram com intensidade suficiente para que a corrente balouçasse, de lado a lado, embatendo contra as laterais, também em metal, danificando o monumento e fazendo barulho.

Quando foi cortada, o seu autor disse algo como que se tratava das correntes da opressão a serem cortadas… Sentido de humor todos o têm, algum, pelo menos, mas o que gostava mesmo era da corrente ao alto, como estava originalmente; gostava também que os nossos artistas, especialmente quando fazem “o mais alto monumento à Liberdade em Portugal” (e disso se fazem pagara, naturalmente) incorporassem também umas noções de Física, uns academismos básicos, algo também do óbvio, evidentemente, para não se acabar com uma obra truncada.

Os grandes artistas normalmente fazem-no.

 

Passeios junto Ponte Eiffel

Esta é uma daquelas que nem lembra ao diabo. Há mais de dois meses, o condutor de um veículo que vinha no sentido Darque-Viana, às tantas da manhã, devido a excesso de velocidade, perde o controlo da viatura após entrar no “cotovelo” do acesso à ponte na margem direita (Viana), embate contra a protecção metálica rompendo-a e despenha-se cá para baixo, pois está claro.

O sujeito foi levado para o Centro Hospitalar do Alto Minho após desencarceramento pelos bombeiros, a PSP levantou os autos, mas a rede metálica está lá em cima ao dependurão. Solução imediata? Arranjar uma corda que resolva a situação no momento, pois poucas horas depois já haveria o normal tráfego viário.

Só que a solução “de recurso” continua, com umas dezenas de quilos de material preso por um fio, é caso de dizer-se, apesar do Instituto de Estradas já ter vindo a terreiro dizer que não há qualquer perigo para o tráfego ou para as pessoas.

Porque é que a coisa ainda não foi arranjada? Pasme-se! Ficou tudo assim por mais de dois meses por questões relacionados com a seguradora e a investigação sobre as circunstâncias do acidente. Ou seja, a seguradora não quer deixar imediatamente seguro de tráfico de pessoas e veículos…

 

Rio Fornelos

Quem neste momento se passeia junto à “marina do pobres”, ali mais ou menos em frente ao novo Centro de Monitorização Ambiental (CMIA), e passa por cima da ponte para peões junto ao rio na desembocadura do ribeiro de Fornelos (vinda da Meadela e que mais acima se chama “de S. Vicente” e ainda mais a montante “de S. João”), não pode deixar de reparar no crescente assoreamento.

Os processos de assoreamento são sempre preocupantes porque, normalmente, são causa da erosão que acontece ao longo do leito do rio e, nestes casos, por acção humana; e não acontecem por acaso como que de uma inevitabilidade se tratasse. Neste caso específico, este assoreamento começou a ter relevo ao mesmo tempo que novos e muitos blocos de apartamentos se construíram nos últimos anos, especialmente ao longo do acesso à A28 (Viana-Meadela).

Olho para a encosta de Santa Luzia e o desmatamento preocupa, com os apartamentos a escalarem, inexoravelmente o “monte perfeito” de Santa Luzia.

Coisas destas muito dificilmente se fazem regredir. Depois, com a entrada do canal bloqueada, como fazer funcionar o moinho de marés do CMIA? Estarão os profissionais da coisa tentos, fica a espicaçada.

 

A.M.

 

VIANA EM OBRAS

Não estará tudo, mas é só para “sacudir” quem acha que continuamos a dormir, apesar do barulho que elas fazem. Abaixo, dois momentos, um de agora e outro de há bem pouco, em cortes temporais que são o espelho do que tem acontecido nos últimos anos na “princesa do Lima” que, de uma assentada, se levantou, vestiu e saiu para rua após décadas de confortável “cochilo” (deve ser destes “serões fora de casa”).

 

Até há bem pouco:

Av.ª Conde da Carreira

 

Campo d’Agonia

 

Estrada da Papanata

 

R. General Luís do Rego (Monserrate)

 

Ainda agora:

 

Av.ª Capitão Gaspar de Castro

 

 

Lr. S.º Domingos

 

Lr. Vasco da Gama

 

 

Praça da República

 

 

Rua dos Bombeiros Voluntários

 

Viaduto de Santo António (dentro e fora)

 

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