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Foi por um destes dias de andanças
pelas ruas de Viana, que ouvimos, para além dos barulhos das
obras de requalificação da rua General Luís do Rego, mais
barulhos ainda, mas vindos de dentro do estabelecimento “Agência
Silva, Lda” Uma boa ocasião para falar com o empresário João
Silva sobre o como é que está no seu sector de actividade e o
que é que se passa no seu estabelecimento.
VS&C: Esta
remodelação foi para acompanhar o que se passa lá fora? Terá
sido dos “ares do Polis”?
JS: Não, isto é a
natural evolução da empresa tendo por fim melhorar as nossas
instalações para que, quando o cliente vier até nós, seja ainda
melhor atendido. Tem essencialmente a ver com as necessárias
questões da privacidade e é para isso que estamos a trabalhar.

VS&C: Voltando às
obras lá fora: - Inicialmente não acreditava que as obras
chegassem aqui…
JS:
Acreditava porque no ano passado a Câmara já nos tinha
informado disso. Claro que em anos anteriores julgávamos, de
facto, que o Polis não iria passar da Avenida dos Combatentes
para cá… Mas chegou. Os problemas com os canos de abastecimento
de água, aqui na rua General Luís do Rego, e a parte das
sarjetas, era terrível. Quando chovia muito, até água nos
entrava. Ainda não “choveu à altura”, mas parece que o que está,
está bem feito e com bom gosto.
VS&C: Como é que foi este período que mediou nestes últimos
meses?
JS: Isto era coisa
para três meses e pouco mais passou do que isso. Mas o
empreiteiro nunca fechou de vez a rua e por isso tivemos,
sempre, espaço para trabalhar. E foi rápido. Foi pena não terem
metido as tubagens do gás quando meteram as da água e do
telefone., mas foi rápido, sem dúvida.

VS&C: As ameaças dos
grupos norte-americanos e espanhóis às agências portuguesas de
pequena dimensão continua na ordem do dia?
JS:
Não estamos ameaçados por eles. Andaram por cá os americanos
a tentar comprar isto, mas nunca entregávamos os nossos clientes
às suas condições. Aqui estamos “seguros”, mas muitas firmas
antigas, de renome, foram compradas em Lisboa e Porto. “Eles”
fazem tudo “à grande e à francesa” pois tem condições para isso,
mas também levam os preços que bem entendem…

VS&C: Nunca foi uma
possibilidade a mudança de instalações?
JS: Não porque isto é
nosso, é uma ideia que nunca foi falada em família. Temos ainda
o armazém, que também é nosso. Aqui há anos, com um bocadinho de
sorte talvez pudéssemos ter ficado com outro prédio do meio, mas
a coisa gorou-se.
VS&C: Então, agora, a
remodelação do espaço interior. O que mudou?
JS:
Mantém-se a recepção onde foi colocado um balcão. Esta
salinha em que estamos vai ser para a parte da informática e
colocar-se-á uma divisória para termos uma sala para recebermos
os clientes em privado. Nós estamos proibidos pela Lei de
falarmos sobre o nosso serviço e, por isso, vamos também
propiciar as condições para que, quando recebamos um cliente,
ele disponha da melhor discrição, em sala fechada.

VS&C: E o que é que
ficou na mesma?
JS:
Fica o termos pessoal formado, com cursos profissionais
próprios para a actividade, como é o caso, da Tanatopraxia,
Informática de Funerais e Maquilhagem, áreas essências para a
prestação de um bom serviço nesta área profissional. Temos tudo
comprovado pelos respectivos diplomas. Sobre esses, dispomos do
tão necessário Diploma que nos reconhece, da Associação de
Agentes Funerários de Portugal. E claro está, fica naturalmente
a nossa discrição e atenção pelas famílias que se encontram
emocionalmente mais vulneráveis nestas alturas. De resto, isso é
mesmo reconhecido pelos nossos clientes ao longo de todos estes
anos.

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