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Pergunta do Mês

Este Natal vai ser melhor, pior ou igual ao do ano passado?

 

Lurde Cristino, Empregada comercial

St.ª Maria Maior

 

Vai ser semelhante. Penso no pouco poder de compra das pessoas, que estão pouco optimistas, pouco animadas pois já estão assim no segundo ano consecutivo e isso leva-as ao desânimo. São estes os tempos, de falta, de pobreza que vai dar à revolta que vemos nas notícias dos telejornais, e custa muito ver. É muito difícil dizer quando é que vamos sair disto. Em minha casa vou procurar manter um bom clima com as pessoas que em princípio passam comigo o Natal, o meu marido, o meu filho, a minha irmã e o meu cunhado. É assim normalmente e vamos procurar ter o espírito próprio da quadra, apesar do estado do mundo. 

 

 

 

Liliana Baptista, Empregada comercial

Areosa

 

 

Este Natal está a ser pior. Devido à crise económica as pessoas têm de poupar para comprarem as coisas essenciais e agora, durante esta quadra, procuram artigos mais baratos que em anos anteriores. Nota-se uma descida das vendas devido à falta de dinheiro. Estamos a pouco mais de uma semana do Natal e não há grande procura. Isto é uma pena pois esta altura devia sempre ser especial em tudo. Para mim o Natal é sempre Natal, por isso é sempre bom. Uma vez que uma pessoa tem de economizar, por isso, tento, também eu, oferecer coisas mais baratas. É um período que passo com o meu marido e com os meus filhos. Para mim o Natal representa o nascimento de Cristo o que significa paz na terra e solidariedade entre as pessoas. Eu tenho isso, felizmente, mas sei que muitas pessoas não têm.

 

 

 

Miguel Brito, Empresário, Viana do Castelo

 

Vai ser igual. A festa de Natal já não é o que era! A típica festa de família, com um forte cariz afectivo, tem dado lugar a um crescente negócio natalício. As crianças já só associam o Natal a presentes e perderam a componente de paz e harmonia que esta quadra encerrava. Mesmo muitos adultos embalam na febre consumista e, porventura, só se lembram de certas pessoas pelo Natal e, se for preciso, passam o resto do ano sem sequer falar com elas. Analisando na perspectiva económica, existe um grande nível de endividamento das famílias e uma grande incerteza quanto às reais possibilidades de melhoria a curto prazo, pelo que, para os sectores de actividade que estão sempre à espera desta quadra para tentar equilibrar as quebras de negócio do resto do ano, as perspectivas também não são animadoras. Resta esperar que se atenuem os conflitos que ainda grassam pelo mundo e haja um diálogo e entendimento entre os povos com vista a um desanuviamento do tão falado "choque de civilizações". Haja, ao menos, esperança e paz na Terra aos homens de boa vontade.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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