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Então,
e as férias?
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João Dantas, empresário têxtil e hoteleiro
Balugães
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Vão
ser a trabalhar. Trata-se da época alta em termos
hoteleiros. Independentemente do período em si e do
descanso necessário, o que é importante é que nos
sintamos bem e realizados, e sinto-me muito envolvido
com o meu trabalho. Será o que farei nos próximos meses,
até porque nesta altura não posso dar abertas”. Os
tempos estão difíceis e há muito a fazer e a construir.
No fundo, a satisfação que tenho num verão sem férias
mas com trabalho bem feito é muito boa, se bem que seja
diferente. Sinto é que tenho de levar as coisas a bom
termo, sempre na perspectiva daquilo que o cliente
pretende, seja a que nível for. Num negócio bem feito
saem satisfeitas as duas partes: o empresário e o
cliente. |
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Maria Menezes, recepcionista de consultório médico,
Meadela |
Vou
visitar a zona de Lisboa, onde já vivi, e a de Leiria
onde tenho uma irmã. Na capital quero aproveitar para
visitar os monumentos, os museus, o jardim zoológico, o
Parque das Nações, especialmente o Oceanário. Vou ficar
em casa de familiares o que é sempre bom pois assim
tenho mais apoio para visitar os locais que pretendo,
até porque há sempre a questão da orientação a nível de
transportes e outros pormenores. Se não tivesse esta
oportunidade ficaria numa pousada de juventude pois
dá-nos preços acessíveis, mas prefiro sempre estar em
casa de familiares. De uma forma geral, a nível de
círculo de amigos, optamos pelas férias fora de Viana,
mas em casa de família. Ainda quero ver se vou a França
este ano, lá para Outubro, e, aí, ficarei em casa dos
pais do meu noivo. |
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Fátima Marta, professora, Meadela
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Podem
ser um problema… Na minha opinião, todos os
trabalhadores deveriam ter férias: sair do local onde
moram para conhecer outros sítios, vivenciar outras
experiências e alargar os seus horizontes culturais. O
direito a férias é tão importante como o direito ao
trabalho, a uma casa, a uma educação… No entanto, grande
parte dos portugueses, devido a constrangimentos
económicos, não pode usufruir desse direito. Esta
situação tem-se agravado nos últimos anos devido ao
desemprego e à precariedade laboral. Na realidade, mesmo
muitos dos que estão empregados auferem salários tão
baixos que não lhes permitem passar verdadeiramente
férias, limitando-se a descansar, sem sair do local onde
vivem, havendo outros também que, para passar umas
férias verdadeiramente gratificantes, se privam, no
dia-a-dia, de bens essenciais.
No meu
caso pessoal, tenho tido a possibilidade de realizar
algumas viagens, até mesmo ao estrangeiro. Este ano, vou
visitar uma das minhas filhas que vive no País de Gales.
Antes, estive em Trás-os–Montes, onde vive o meu filho
mais novo.
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