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Pergunta do Mês

Como recorda o assalto ao Museu da Ourivesaria? 

Andreia Parente, Cardielos, operadora de caixa

 

 

Isto não dá para esquecer, todos os dias uma pessoa tem receio que volte a acontecer. Ainda mais agora, com a noite a vir mais cedo que faz sempre surgir esse receio. Até porque não me parece que isto esteja mais seguro, pelo que vejo. A frequência da onda da PSP é a mesma e no fim do dia após a 17h00m já não se vê e é precisamente a partir dessa hora que há mais dinheiro em caixa. Seria bom que os comerciantes se pudessem sentir mais à-vontade. Em termos gerais não sei se teremos uma cidade mais segura, ainda estamos muito em cima do acontecimento.

 

Patrícia Lima, St.ª Maria Maior, animadora sócio-cultural

 

 

É daquelas coisas que já quase não se recorda, pelo menos eu. Na altura foi o pânico, pânico mesmo, com aqueles sentimentos do “aonde é que estou?”, e o meu principal medo foi o de os indivíduos se metessem aqui no beco para se protegerem e eu pudesse levar um tiro, mas eles acabaram por ir rua abaixo… Em termos da segurança de agora, acho que está exactamente igual ao que havia, vêem-se sempre os mesmos polícias às mesmas horas. Mas nos próximos meses não espero algo de semelhante, talvez daqui a alguns anos, sem dúvida. Ma o museu deve reabrir, acho que isso deve ultrapassar os nossos medos. Se assim não fosse, todos fechávamos portas.

 

 

 

Célia Ferreira, Cardielos, empregada de balcão

 

Aquela parte da apreensão já passou, o assunto já está mas calmo nos nossos espíritos, se bem que nunca mais nos vamos esquecer daqueles momentos. Estava a atender uma cliente e quando me apercebi, o assalto já se estava a passar. Foi o momento em que vimos as pessoas a pararem na rua e a ficarem com expressões alarmadas. Quando saí para fora vi um sujeito armado e informei a cliente de que se tratava de um assalto e muito brevemente chegaram os três carros da polícia com dois agentes cada um. Foi tudo muito rápido. A segurança é que está igual e este tipo de bandidos não tem medo à polícia, se bem que tenha sido muito rápida a chegar e aquilo acabou imediatamente. Creio que tão cedo não volta a acontecer, mas há sempre o chamariz do ouro.

 

 

 

 

 

 

 

 

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As obras valem a pena?

 

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