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MEDICINA DENTÁRIA

2.ª Série (IX)

 

AUTO EXAME BUCAL

 

Para que serve?

 

- Para detectar alterações bucais, como ulcerações, alterações de coloração, áreas dormentes, além de outras que podem ser manifestações de muitas doenças, inclusive cancro oral. E se descoberto no início tem muitas hipóteses de cura e menores são as sequelas. Este exame deve ser feito uma vez por mês.

 

Como fazer? E o que procurar?

 

- Diante do espelho, com uma boa iluminação, verifique a pele do rosto e do pescoço, apalpando ambos os lados. Veja se existem áreas endurecidas ou dolorosas, alterações de cor ou tamanho. Após observar a região externa apalpe os lábios interna e externamente, sempre procurando alterações de cor, volume, textura, etc. Faça o mesmo com as bochechas. Procure feridas que permaneçam na boca por mais de 15 dias, caroços. Observe as gengivas e dentes: sangramentos, súbita mobilidade dental…

Coloque a língua de fora e para cima e observe ulcerações, endurecimentos, e veja a região debaixo da língua. Olhe todo o céu-da-boca e garganta. Procure também áreas dormentes. É bom salientar que a maioria das lesões cancerosas é totalmente indolor no início. Por isso, observe tudo com muita atenção, e qualquer dúvida consulte seu médico-dentista.

 

Cancro Oral

 

- O cancro oral ocupa uma posição de destaque entre os tumores malignos que acometem o organismo, devido a sua alta incidência e mortalidade. A prevenção e diagnóstico precoce de lesões cancerizáveis podem ser realizados pelo médico dentista através de exames e orientações.

 

A causa do cancro é desconhecida. Porém, factores co-carcinógenos e a exposição prolongada ao sol podem ser responsáveis pelo aparecimento de lesões cancerizáveis, enfermidades bucais que, quando não tratadas, podem evoluir para um cancro. Os factores co-carcinógenos são factores que predispõem o paciente a desenvolver um tumor maligno na boca. Podemos citar como exemplo o etilismo (álcool), o tabagismo (cigarro, cachimbo, etc), a falta de cuidados com os dentes (dentes partidos, raízes residuais ou tártaro, que traumatizam constantemente a mucosa) e as próteses inadequadas e em más condições que por sua vez também irritam e ferem a mucosa oral (língua, gengiva, bochecha, etc).

 

Para diagnosticar precocemente e ter maiores hipóteses de cura, devemos fazer um auto-exame. Diante do espelho, com uma boa iluminação, devemos procurar feridas que permaneçam na boca por mais de 15 dias, caroços (principalmente no pescoço e em baixo do queixo), súbita mobilidade dental, halitose (mau hálito), sangramento na gengiva, endurecimento da língua. É bom salientar que a maioria das lesões cancerosas são totalmente indolores no início.

 

Qualquer dúvida entre em contacto com seu médico ou médico - dentista, pois grande parte dos cancros têm cura e quanto mais cedo for diagnosticado maiores são as hipóteses de cura, e menores são as sequelas.

 

* Médico Dentista

 

 

Luís Zeferino*

 

 

 

MEDICINA DENTÁRIA Nº 41

MEDICINA DENTÁRIA Nº 42

 

MEDICINA DENTÁRIA Serie 2

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