|

|

VERÃO DE SUCESSO
Naquelas que foram “as maiores festas de sempre”, referimo-nos,
obviamente, às de Nossa Senhora d’Agonia, tivemos, uma grande
montra das memórias e tradições, dos usos e costumes da
ancestralidade; e também um excelente figurino da actualidade
vianense, sempre presente na comparência maciça dos
festivaleiros que as testemunharam.
Aconselhamos o visionamento dos respectivos vídeos das Festas no
nosso site “vianasocialecultural.com”. E nem nos pomos a
dizer que é uma televisão por internet.
O
verão de/em Viana que agora finda, foi um período de cor e
alegria que, ainda mais do que noutros anteriores, foi
repositório e condensador daquilo que por cá de melhor se faz, e
nem as obras do Polis ensombraram verdadeiramente os eventos
levados a cabo, bem recordados no nosso título da secção
“Sociedade”, “Actividades de Verão em Viana”.
No
quase culminar das obras do Polis, na febre do calor e da festa,
visitámos um velho amigo, o professor e geógrafo Francisco
Carneiro Fernandes, para uma análise “a frio” da cidade, da
região e das suas gentes. Uma conversa a propósito num tempo de
transição, com um estudioso que foi e é motor de muita da
Cultura que em Viana se faz, mas agora afastado dos
“centros-da-treta “e entregue aos seus trabalhos, à sua família
e à sua profissão, bem à medida de alguns outros, poucos;
porque, a nosso entender, brilhantes e sem pachorra para as
“capelinhas político-partidárias, culturais” e quejandos, as
quais resultam em coisas e “loisas” tal como a mostra do “Ouro
de Viana” no Museu do Traje da cidade, sem os ourives da urbe (a
ver na página 19).
Mas
de alegria e sucesso falávamos. As edições da VS&C de Julho e
Agosto praticamente esgotaram nos escaparates e foi-nos pedida
reposição do número de Julho por muitos revendedores, tendo
desaparecido, novamente, num ápice. Não vale a pena as graciosas
(falsas) modéstias. Propusemo-nos na cerimónia de lançamento
desta publicação, transfigurar os formatos e conteúdos feitos na
imprensa regional por cá feita, na medida em que entendíamo-lo
por necessário, acompanhando os tempos e as suas transformações.
Confessamos que essas transformações na cidade, como pólo
aglutinante de uma região, foram, na verdade, ainda maiores e
mais rápidas do que nós próprios esperávamos, com as vantagens e
os problemas que antecipámos. E entretanto, face às dúvidas de
então e mesmo às de hoje, a boa “surpresa” esperada, a
receptividade dos vianenses à nossa publicação, também, essa
mesma, bem mais rápida, à medida daquelas transformações. Se
calhar, com as mesmas vantagens e desvantagens…
O
que é certo é o peso da responsabilidade. E esse é nosso ser e
sentir, com ou sem VS&C.
Os
resultados aí estão. O pedido de uns revendedores para novas
reposições do número 42, a recolocação noutros, estratégicos,
com resultados ainda melhores e com os exemplares da VS&C a
desaparecerem numa significativa parte dos casos. Não o
agradecemos a ninguém, senão àqueles que sempre acreditaram na
nossa perseverança e trabalho.
O Director
|

e-mail

Editorial Junho
Editorial Julho
Editorial Agosto
|