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EDITORIAL

 

No Mundo Virtual

 

Com quarenta e uma edições publicadas desde Janeiro de 2003 e após somente três anos e meio de existência da “Viana Social & Cultural – Revista de Sociedade e Cultura para o Alto Minho”, o título desta publicação periódica mensal de carácter geral lança-se no mundo virtual no seu site www.vianasocialecultural.com.

 

Tendo feito parte integrante dos primeiros projectos a atingir paralelamente à publicação do suporte em papel – a par de outros planos como os concursos, os encontros e convívios de colaboradores, as homenagens prestadas… –, após sensivelmente um ano de apuradas diligências e contactos variados (empreendimento acumulado sobre o restante trabalho pessoal e profissional e do qual só nós sabemos as marcas que nos deixou), aí está à disposição dos nossos leitores a VS&C num novo suporte, no caso, digital, que, mais do que uma edição on-line apenas, constituirá um verdadeiro espólio das edições anteriores, com a possibilidade de aí podermos vir fazer montra de elementos diversos desde a nossa biblioteca, passando por obras de arte recebidas, o arquivo de informação regional, colecções de fotos e imagens, originais de textos, dentro da diversidade que constituem os materiais necessários ao trabalho da Redacção de uma publicação periódica. Até porque nunca deitamos nada fora…

 

Por isso, e apesar de não estarmos propriamente em altura de aniversário, é justo lembrar as principais temáticas por nós abordadas e que constituíram os nossos “tema de capa”, assim como das secções que lançámos, as quais instauraram novas perspectivas de abordagem jornalística, mas não só, a par de pequenos “toques” e “trejeitos” que logo foram imitados por outras publicações da nossa praça, motivo de que muito nos orgulhamos; isso sem contar com o próprio formato da nossa publicação – uma revista, regional, de carácter geral, não associada a autarquias ou associações de qualquer espécie e que, segundo o próprio Instituto Nacional da Comunicação Social, nos torna caso único em Portugal – também esse imitado por outras publicações no Alto Minho em edições paralelas, ou não, aos seus títulos, eventuais, e de que já contabilizámos três casos. Mas tem sempre de haver alguém que tenha de ter a coragem de ser o primeiro!

 

Decorrente da iniciativa, recordamos, só nos últimos seis meses e sem contar a presente edição: “Memórias de um ex-combatente”, na visão histórica um tropa pára-quedista; “21 perguntas para 21 Respostas”, no Espiritismos feito em Viana; “Crimes de Sangue no Alto Minho”, na consciencialização daquilo em que nos estamos a tornar como sociedade; “21 Fotos de Sonho” no Carnaval de Viana, num trabalho bem representativo das tais parcerias que falamos; “Onde estava no 25 de Abril?”, no testemunho directo de vários vianenses, fórmula logo aproveitada imediatamente por outros títulos noticiosos; “Afinal o que se passa na Ponte Eiffel?”, explorando as incertezas e dúvidas dos vianenses nas obras do seu verdadeiro ex-libris. E também as secções inovadoras no panorama jornalístico do Alto Minho como “A Pergunta do Mês”, verdadeiro barómetro social; a “Medicina Dentária”, tão pouco explorada; a “Viana Ontem e Hoje”, na memória de quem somos; a secção “Imagem”, ao serviço da fotografia, do desenho, da pintura; os “cartoons”, sempre polémicos; a “Geração bit”, na actualização informática; a “Revista de Imprensa”, resumo noticioso mensal; a “Poesia”, em lugar e dignidade próprios e que, aqui, nunca serviu para tapar buracos; as “Crónicas d’El-Rei Zangado”, página de muita controvérsia; “Conto Jovem” e “Poesia Jovem” no despertar de novos valores… e muitas, muitas outras, umas permanentes, outras intermitentes, a que juntámos, mais recentemente, a “Agenda Cultural”, com os nossos destaques mensais e a “AoNorte”, na divulgação da actividade daquela associação. Outras virão, oportunamente, juntando-se ou substituindo às anteriores, num contínuo evoluir, perene.

 

Conhecedores da máxima que diz que são os interesses que unem os homens, a prossecução da continuidade da nossa publicação é, antes de mais, o resultado imediato de parcerias estratégicas com outras actividades para além da jornalística, entre essas – e no caso da próxima edição on-line – com aquela informática que nos permitiu, agora, entrar no mundo digital. Interesses, referíamos, entre nós e aqueles parceiros, executados à luz, por um lado, das dificuldades conjunturais que atravessámos, mas, principalmente, executados em parcerias onde prontificam a boa-vontade, a honestidade, a lealdade e a boa-fé. Por isso nos sentimos cada vez mais vivos.

 

O Director

 

 

 Alexandre Marta

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