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Dois euros ao espelho
O
recente aumento dos preços da assinatura anual e do preço de
capa da revista, ao fim de cinco anos, originou há dias uma
pequena troca de impressões entre nós e dois amigos leitores que
nos interpelaram a propósito disso mesmo. Em causa os dois euros
do preço de capa da VS&C. Claro que explicámos o que já tínhamos
escrito em anteriores editoriais que, até ao momento, quem se
incomodara de nos dizer alguma coisa, tinha compreendido o
aumento. E porque entendemos que o que foi conversado até tem o
seu interesse, decidimos abrir a todos o que, deste lado, foi
incluído nessas conversas.
Em
cinco anos tivemos dois aumentos nos custos de produção (com o
quintuplicar dos preços do petróleo vieram os aumentos dos
custos de produção em Gráfica e dos portes dos CTT) sendo que os
nossos preços foram mantidos. Recordamos que não beneficiamos de
qualquer forma de Porte Pago. E que os preços para o Estrangeiro
quase sextuplicaram (é o resultado das privatizações de tudo por
nada).
Mas fomos mais além nos nossos argumentos e são esses mesmos que
podem trazer alguma utilidade à leitura destas linhas, até
porque temos um certo gosto em ver-nos ao espelho, como deve ser
óbvio e não se pode tudo resumir a preços. Por isso não deixa de
ser pertinente lembrar a diversidade de secções/conteúdos
existentes na nossa revista; Assim, e a título de colunas
permanentes, citamos por ordem de entrada em paginação:
“Psicologia” por uma licenciada na área; “Podologia” por técnico
especializado; “Revista de Imprensa” na melhor súmula de toda a
imprensa falada e escrita do Alto Minho e não só, assim como dos
portais de informação da Web; “Memórias de um Pára-quedista”
(crónica na primeira pessoa) por um ex-combatente; “Opinião”,
num interessante leque de conhecidos e empenhados escribas da
nossa praça; “Pensamento” por um reconhecido escritor; “Poesia”
na selecção dos nossos, fundamentalmente; “Geração Bit” na
informação sintética da Informática, por um profissional do
sector; “Roteiro Cultural” com a nossa aturada selecção de
propostas; CDs e DVDs mais vendidos, numa parceria com a mais
antiga discoteca da urbe; “Coisa & Tal”na crítica contundente
com textos da nossa Redacção num desenho por um profissional 9.ª
Arte; A melhor “Selecção de Humor”, no respeito pelos leitores;
“Apanhados” na graça do ar ou na crítica construtiva; “Cão &
Gato” com texto nosso e desenho do talvez mais internacional dos
pintores vianenses; “Tarot” pela mais dinâmica Taróloga
vianense; “Palavras Cruzadas” nos originais de um conhecido
matemático dos nossos liceus; “Imagem” (de tudo e de todos), à
disposição do amigo Leitor.
Mas não só. Cada edição da VS&C integra sempre dois temas de
fundo, um na vertente reportagem/entrevista e outro na vertente
foto-reportagem, sobre temas actuais e de interesse público; a
que acrescentamos muitas secções eventuais tal como “Pergunta do
Mês”, “Personagens”, “Crónicas D’El-Rei Zangado”, “Poesia Jovem”
e “Conto Jovem”, “Tribuna Superior” e outras que mais, pensadas
e redigidas por quem já deu prova de si e dos seus escritos em
muita imprensa do nosso burgo e não só, quer na Prosa, quer na
Poesia (com gente nova sempre a chegar); ainda as capas
executadas por experiente profissional do Design.
É
obra, de facto, congregar numa só publicação, com as nossas
características, tantos autorizados profissionais nesta exígua
vintena de páginas que alberga tão vasta diversidade de temas à
disposição dos nossos Leitores sob as mais variadas formas. É a
reunião, de facto, de uma miríade de indivíduos e
individualidades e suas (boas)vontades, que intervém
directamente na execução de cada número editado, o que,
incluindo a parte da impressão e distribuição, se situa na casa
das vinte pessoas. Ah! Tudo isto sem qualquer tipo de subsídio
ou “subvenção”!
Ainda promovemos o “Grande Sorteio Outono-Inverno (2003/2004)
onde oferecemos 765 euros em prémios, o concurso “Cruzar de
Palavras” (cruzadas, de António Novo) com 325 euros em prémios
(2005/2006) – a que acrescentamos 35% em IVA para o Estado – e,
presentemente, a oferta, todos os meses ao longo deste 2008, da
colecção de doze postais “Viana Ontem e Hoje”, ufa!
Desafiamos qualquer um a mostrar igual volume e diversidade de
serviço, em tão pouco espaço com tantos colaboradores em
permanência edição após edição. Ficamos à espera…
E
não serão, contudo, estas a únicas razões que nos levam a
afirmar da consciência daquilo que somos, valemos e nos fazemos
custar. É que temos ido sempre um pouco mais longe nos assuntos
que tratamos do que aquilo a que estávamos habituados a ler por
cá. E porque vamos buscar outros assuntos também. E porque não
deixamos de publicar articulistas porque foram banidos de outros
lados. E porque não ficamos a maldizer em casa os eventos que se
realizam na nossa cidade e na nossa região construídos pelos
outros (vamos lá e damos notícia disso). E porque nunca
esquecemos os amigos. E porque lembramo-nos sempre da edição
mais obscura do livro do vizinho do lado, nunca fingindo que não
vemos. E porque não deixamos de falar no lixo que fazem só
porque assinam, assinaram, anunciam, ou anunciaram.
Porque pagamos o que devemos quando recebemos o encomendado,
sejam bens ou serviços, e tivemos e temos as contas com o Estado
sempre em dia.
Em
banca, valemos e custamos dois euros todos os meses!
O Director
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